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Orfandades O destino das ausências



"Era sim. Na escuridão da noite procurava o corpo paterno. Aconchegava-me ao seu lado e punha atenção no compasso de seu respiro de homem. A tudo eu contemplava. A voz grave, a postura de quem não conheceu as delicadezas do mundo, a exata medida das mãos que minhas mãos gostariam de ter, tudo observado em silenciosa admiração. A barba cerrada, o olho capaz de enxergar-me no escuro, o alívio do medo, a devolução da vida. Meu pai e seu mundo profundo. Eu e meu mundo de estreitezas. Ele, na liberdade da estrada que não conheciam destino nem fim. Eu, na solidão de parede sensatas, provas de que os laços de sangue podem nos privar das alegrias, ocultando-nos em abrigos inóspitos onde prevalecem as pregas da cortina que nos diz protegem sem piedade.” Pé. Fábio de Melo


Disponibilidade

P00023SBibliotecaDisponível

Detail Information

Título da série
-
Número de chamada
-
Editora Planeta : .,
Paginação
158
Idioma
Português
ISBN/ISSN
978-85-7665-906-8
Classificação
NONE
Content Type
-
Media Type
-
Carrier Type
-
Edição
2a Edição
Assunto(s)
-
Detalhe específico
-
Statement of Responsibility

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